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Do laboratório de reparo à engenharia: codesenvolver com fabricantes de caixas eletrônicos
Quem repara milhares de componentes sabe como eles falham. Por que a operação no Brasil de um dos maiores fabricantes de caixas eletrônicos do mundo transformou essa experiência numa aliança de desenvolvimento conjunto sob confidencialidade.
Um mercado que exige mais com menos volume
O Brasil ilustra bem o desafio. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, os bancos do país processaram 208,2 bilhões de transações em 2024, mas apenas 3,6 bilhões passaram por caixas eletrônicos, 13 % a menos que no ano anterior. Os canais físicos seguem em queda enquanto os digitais crescem.
Para um fabricante, isso muda as regras. Com menos equipamentos novos sendo vendidos, a qualidade do suporte à base instalada pesa mais na relação com os bancos. E como o caixa eletrônico que fica em operação precisa ser mais eficiente — reciclar dinheiro, resistir a ataques, integrar-se ao aplicativo do banco —, cada nova geração traz componentes mais sofisticados que alguém terá de manter.
Por que um fabricante procura um parceiro de codesenvolvimento
Tradicionalmente, o reparo e a engenharia de produto vivem em mundos separados. O laboratório recebe peças danificadas; a equipe de desenvolvimento projeta as novas. Mas entre os dois há um fluxo de informação muito valioso que muitas vezes se perde:
- Modos de falha reais. Que componentes falham primeiro em campo e sob que condições.
- Reparabilidade. Que decisões de projeto facilitam ou complicam o reparo de um módulo.
- Vida útil. Como se comportam os materiais e a eletrônica depois de anos de uso intenso.
- Condições locais. Clima, qualidade da energia elétrica, padrões de uso e tipos de ataque próprios de cada mercado.
Um parceiro que repara em escala acumula exatamente esse conhecimento. Somá-lo ao processo de desenvolvimento permite projetar equipamentos mais robustos e mais fáceis de manter, e encurtar o caminho entre o lançamento de uma tecnologia e o seu suporte em campo.
Cada peça que chega ao laboratório conta uma história de como o equipamento é usado na vida real. O codesenvolvimento consiste em fazer essa história chegar a tempo à mesa de projeto.
O que reparamos para o fabricante
O escopo de reparo com este cliente cobre as principais famílias de equipamentos do seu portfólio:
- Caixas recicladores e dispensadores , os módulos que manuseiam o dinheiro e que concentram boa parte da complexidade mecânica.
- Periféricos do caixa eletrônico.
- Fontes de alimentação , críticas para a estabilidade do equipamento.
- Fechaduras eletrônicas para cofres e módulos de dinheiro.
- Placas e notebooks , eletrônica de propósito geral que também faz parte do ecossistema do fabricante.
Cinco chaves para que uma aliança de codesenvolvimento funcione
1. A confidencialidade vem primeiro
Nenhum fabricante compartilha o seu roteiro sem garantias. No nosso caso, a relação é regida por acordos de confidencialidade que cobrem o desenvolvimento conjunto de novas tecnologias. Isso define desde o início que informação é compartilhada, quem tem acesso a ela e como é protegida.
2. Conquistar o lugar no laboratório
O codesenvolvimento não começa com um contrato de engenharia: começa com reparos bem-feitos. A qualidade sustentada no reparo de famílias completas de equipamentos é o que constrói a confiança técnica necessária para participar do projeto.
3. Transformar dados de reparo em informação de projeto
Registrar de forma sistemática a causa de cada falha, o componente afetado e a solução aplicada transforma o laboratório numa fonte de informação para a engenharia. Sem essa disciplina, o conhecimento fica na experiência dos técnicos.
4. Cobrir todo o ecossistema, não apenas o caixa eletrônico
O portfólio de um fabricante inclui mais do que o equipamento de autoatendimento. Placas e notebooks, por exemplo, fazem parte do escopo com o nosso cliente. Um parceiro que cobre o ecossistema completo simplifica a operação do fabricante.
5. Pensar a reparabilidade desde o projeto
Uma recomendação geral para qualquer fabricante: incluir o parceiro de reparo nas revisões de projeto de novos módulos. Pequenas decisões — como se acessa um componente, que peças são substituíveis separadamente — determinam o custo de manter o equipamento durante toda a sua vida útil.
O resultado: um parceiro que repara e também projeta
Hoje a Redsis é parceira da operação brasileira deste fabricante global sob acordos de confidencialidade que cobrem o desenvolvimento conjunto de novas tecnologias, e repara os seus caixas recicladores e dispensadores, periféricos, fontes de alimentação, fechaduras eletrônicas, placas e notebooks.
Essa experiência se complementa com o nosso trabalho do lado dos bancos, onde também reparamos e mantemos parques de autoatendimento. Conhecer as duas perspectivas — a de quem projeta o equipamento e a de quem depende de que ele funcione — é o que nos permite contribuir com ambos.
Por onde começar?
Se a sua organização fabrica, integra ou distribui equipamentos de autoatendimento e procura um parceiro técnico na América Latina, convém começar por um piloto de reparo sobre uma família de equipamentos específica. É a forma mais rápida de medir qualidade, prazos e capacidade de engenharia antes de ampliar o escopo. Na Redsis combinamos mais de 25 anos de experiência em tecnologia para os setores financeiro, varejo e industrial com uma Divisão de Serviços Técnicos dedicada ao hardware de missão crítica.
Leia o caso completo
Conheça como a Redsis codesenvolve tecnologia e repara equipamentos para um dos maiores fabricantes de caixas eletrônicos do mundo no Brasil.